Bem Vindo...

Bem Vindo...! A proposta de nosso blog é apresentar aos leitores material diversificado, de fácil leitura e compreensão; voltado para aqueles que buscam algo que possa contribuir para seu crescimento espiritual. Sempre haverá algo importante para sua vida com Deus. Trataremos de temas atuais e que valem a pena para todos os cristãos, em todos os lugares. Bem vindo a uma deliciosa leitura. A um bom e revigorante Café com Deus!

Ore por este blog, divulgue-o para seus amigos, compartilhe-o em suas redes sociais, acompanhe...

Você pode sugerir um artigo enviando email p/: pr.sued@hotmail.com

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Deus quer que cresçamos!



É desejo de Deus que cresçamos (Ef 4.15). A palavra de Deus ensina que devemos crescer na fé, na graça, no conhecimento, no amor - em tudo.

Por esse motivo na mesma carta de Paulo aos efésios há uma afirmação que Deus constitui um ministério na Igreja querendo o aperfeiçoamento dos santos, a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.11-13).

Quando alguém se converte pelo poder do evangelho ocorre algo sobrenatural no indivíduo: a pessoa nasce de novo (Jo 3.1-7), e conseqüentemente passa por um processo semelhante a maturação de um ser humano natural. Existe a fase da infância, da adolescência, a fase adulta e a da velhice.

Na vida espiritual deve haver um crescimento contínuo. Não se pode ficar sempre na condição de “crente infantil”; aliás a criança pode ser facilmente levada por qualquer um!

A fase da infância e aquela onde tudo é novo para quem aceitou a Jesus: a palavra, sua vida, o que ouve, seu modo de falar – tudo é novo. A fase da adolescência é quando nos desprendemos e começamos a compreender que nem tudo é “azul”; na vida de fé temos problemas e enfrentamos dificuldades. Na fase adulta amadurecemos nossos conceitos e podemos ajudar nossos irmãos, sem ressalvas. Na velhice estamos experimentados em tudo: sabemos passar abundância e necessidade; saber ter e nada possuir; compreendemos que temos o Senhor sempre ao nosso lado; nessa altura nos tornamos conselheiros de Deus para seus filhos.

O crente não pode se conformar com uma vida espiritual raquítica e sem apresentar crescimento. Infelizmente percebemos muitos cristãos que apesar de há muito tempo dizer freqüentar uma igreja cristã, não apresenta crescimento na fé.

Os sintomas de falta de crescimento espiritual são: invejas, contendas, dissensões, facções, vanglória, impureza espiritual, litígios, falta de tolerância, postura de julgamento dos outros, falta de amor, etc (I Co 3, 4, 5, 6, 13, Rm 14). Tais sintomas são evidências da falta de prática de um dos maiores mandamentos de Jesus: “o meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei (Jo 15.12)”.

Se quisermos crescer temos que observar a Palavra de Deus quanto a sermos reconhecidos por amar aos nossos irmãos. Na primeira carta de Paulo aos coríntios (cap. 13) ele enfatiza a supremacia do amor.

Não adianta ter fé para fazer milagres, graça para orar e/ou falar, conhecer os mistérios de Deus se não houver o amor. Ficaremos infrutíferos, à semelhança da figueira onde Jesus não encontrou frutos (Mt 21.18-19).

Às vezes falamos em evangelizar, em missões, enquanto não damos atenção a um irmão que está fraco na fé ou precisando de ajuda em algum problema. E quando afasta da igreja ainda dizemos que saiu porque não queria nada com Deus ou era rebelde.

Façamos uma reflexão: o que temos feito pelos nossos irmãos? Apenas temos criticado alguns? Temos feito julgamentos sobre as pessoas onde congregamos? Tenho considerado muitos como rebeldes? Tenho o amor de Deus em mim? Que peso tem os meus pecados perdoados por Jesus? Não devo eu também ter compaixão de quem, ao meu ver, não está bem espiritualmente? Ajuda alguma coisa minha atitude de julgar as pessoas? Estou certo com esta minha posição?

Se nos lembrarmos que somos suscetíveis a cair, a pecar  contra Deus; que o cair é do homem, mas o levantar é de Deus; que o amor de Deus um dia foi derramado em nossos corações e permitirmos esse amor fluir de dentro para fora cumpriremos o propósito de Deus em ajudarmos uns aos outros. Afinal fazemos parte do mesmo corpo – o corpo de Cristo.

Crescer na fé não significa “subir de cargo” na igreja e/ou no ministério. É crescer nas coisas essenciais do evangelho. O evangelho não se resume a palavras, mas principalmente em ações. A fé sem as obras é morta (Tg 2.14-26). Conjugue tudo com atitudes, com ações, com obras. Lembre-se de Jesus que pregava a Palavra de Deus e agia: atendia a todos os necessitados, doentes, endemoniados, pecadores, os ignorados pela sociedade; os mais desprezados foram alvo de sua atenção.

Sua palavra queimava nos corações dos que o ouviam, mas suas obras eram inesquecíveis. Como a prostituta poderia esquecer aquele homem (Jesus), que a defendeu ao dizer a multidão: quem estiver sem pecado atire a primeira pedra, e depois: eu também não te condeno, vá e não peques mais? Zaqueu, o publicano, odiado pelos judeus, mas amado por Jesus, nunca esqueceria o dia que o Senhor esteve em sua casa pessoalmente. Ah, e a mulher samaritana; aquele homem, aquele profeta, falou com ela e contou coisas sobre sua vida, mostrou-lhe uma fonte da qual ela bebeu – como poderia esquecer aquele dia?

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Devo ajudar pessoas não cristãs?



Existe uma dúvida muito comum que paira na mente de muitos cristãos a respeito de uma questão: há algum problema em ajudar pessoas não evangélicas; que não professam uma fé verdadeira e baseada na Palavra de Deus? Pessoas que pedem ajuda para, principalmente, obras sociais executadas por organizações não cristãs. Ou mesmo aquelas famosas ‘ações entre amigos’.

No Brasil e em vários países do mundo existem organizações ligadas a religiões não cristãs que, porém, prestam grandes serviços e conduzem excelentes obras sociais.

Muitos cristãos indagam sobre se ao contribuir, quando solicitados por pessoas dessas organizações, traz alguma implicação espiritual. Ficam apreensivos com a idéia: será que podemos ajudar, contribuir, sabendo que vai para uma instituição dirigida por pessoas que não são cristãs?

Muito bem, façamos uma reflexão com base na Palavra de Deus. O apóstolo Paulo em sua carta aos coríntios (I Co 5), ao advertir a Igreja, orienta que os cristãos não se associassem com àqueles que andassem em caminhos que não agradassem a Deus. No entanto, deixa claro que não falava isso com relação às pessoas que vivem nesse mundo, mas sim, com relação aquelas que se passando por cristãs tem um comportamento desagradável a Deus. Em outras palavras, orienta para a não associação com falsos crentes.

É necessário compreender ainda que, muitas pessoas, apesar de não serem cristãs, têm bom caráter, são honestas, sinceras, verdadeiras, e praticam boas ações. Faltam-lhes ainda alguma coisa: converterem-se ao Senhor.

Não encontramos embasamento bíblico, com estas considerações, que possam orientar a não darmos ajuda, ou uma contribuição, a questões de natureza social que vá beneficiar pessoas necessitadas. Paulo informa dizendo (I Co 5.13) que Deus os julgará; não cabe a nós emitir juízo nestas situações.

No sermão da montanha Jesus ensinava e dizia (Lc 5.30 4 5.35): E dá a qualquer que te pedir...e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus.

Ora, se Deus dá coisas boas, mesmo aos ingratos e maus, não podemos nós ajudar quando solicitados, em obras sociais, ações de amigos, etc., mesmo quando as pessoas envolvidas não são ‘crentes’ e/ou ‘evangélicas’, isto é, não são cristãs? É claro que podemos e devemos, para sermos tal como nosso Pai que está nos céus.

O que não podemos é associar-nos em qualquer atividade quando esta tem conotação de adoração e/ou culto não dirigido a Deus. O cristão não se associa em atividades relacionadas às práticas com relação à falsa fé; ajudar é uma coisa e, outra coisa é associar-se em uma atividade claramente religiosa (revestida de atos, ações, liturgia, etc.) envolvendo culto, que biblicamente falando, é contrária a orientação da Palavra de Deus.

Como associar-se ao culto aos demônios; aos mortos; à idolatria; etc.? Que comunhão tem a luz com as trevas? (II Co 6.14).

O que precisamos ter em mente, após o que já foi exposto, é o conselho de Paulo, apóstolo: Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos na fé (Gl 6.10). Isto é, devemos priorizar qualquer ajuda que tenhamos condições de oferecer, aos nossos irmãos na fé (domésticos na fé); onde você desfruta de comunhão espiritual; na comunidade local onde estão situados seus irmãos em Cristo. Tem alguém necessitado em sua Igreja? Se sim, ajude primeiro seu irmão na fé. E, depois os outros. Como alguém pode ajudar os outros se esquecendo de sua própria família? Lembre-se, você com seu irmão na fé, assumem a condição de filhos de Deus; a Igreja é uma família.

Concluindo: ajude a todos quanto puder, mas não se esqueça dos que são de sua própria família.