A palavra “costume”
significa: uso, hábito ou prática, geralmente observada (Dicionário Aurélio
XXI). E sua principal característica é a diversidade. Está principalmente
atrelado à cultura, podendo ser apenas local, regional, e inclusive temporal
(por um tempo).
No Brasil, no meio
evangélico – em particular nas igrejas pentecostais, costume geralmente é
identificado como a forma de se trajar; de se vestir; do uso ou não de jóias,
de adornos, da aplicação de produtos de beleza, etc.
A idéia geral é a de
que existe um tipo de roupa definida para a mulher e outra para o homem; que
adornos, jóias, tratamento dos cabelos (corte, pintura, etc.), tratamento do
corpo, maquiagens, devem ser evitados, por caracterizarem uma postura vaidosa.
Freqüentemente, com
relação ao tema, as mulheres são objeto de foco; são mais observadas quanto a
estarem ou não enquadradas dentro dos “bons costumes”. Não se nota muita
preocupação para com os homens! Os textos mais
utilizados na defesa desses costumes são Dt 22.5, I Co 11.1-6, I Tm 2.9-10 e I
Pd 3.3-4.
Na verdade, não
encontramos na Bíblia textos para tratarmos sobre costume dentro dos conceitos
percebidos, aqui expostos, como sendo doutrina fundamental (ensino essencial),
isto é, como práticas que devem ser seguidas, que comprometem a salvação.
Em Dt 22.5 o povo de
Deus é exortado a que não houvesse a prática de um homem se vestir como uma
mulher, e uma mulher vestir como um homem; o homossexualismo já existia, e principalmente
era praticado livremente pelas religiões pagãs da época. O sentido da palavra é
essencialmente contra a prática homossexual, refere-se à caracterização oposta ao
sexo que o indivíduo realmente tinha.
Lembre-se que as
vestimentas naquela época, e mesmo nos tempos de Jesus, para homens e mulheres
eram bastante semelhantes, com mínimas diferenças. Até hoje em países do oriente médio vê-se o uso
deste tipo de vestuário.
Nas demais referências
citadas acima, não há uma orientação de Paulo e Pedro quanto às mulheres serem
proibidas usar jóias, adornos, corte de cabelos, etc. Eles advertem que a
beleza das mulheres cristãs não consista nisso, antes consistam em uma beleza
interior, aquela dentro do coração. Isto significa que quando a preocupação é
apenas com o exterior, com uma idéia apenas de atrair a atenção de outras
pessoas, ou até mesmo de estar mais sensual, aí sim prejudica a fé. Não se deve
confundir ser feminina com ser sensual. A primeira faz parte da natureza da
mulher. A segunda não cabe no coração de uma serva de Deus. A sensualidade da
mulher é restrita ao marido.
O que é decente para o cristão?
É aquilo que não prejudique a sua fé. É não fazer de si mesmo um instrumento para
estimular as pessoas ao desejo, ao pecado. Isso vale para homens e mulheres.
Não adianta a uma
mulher usar vestido, ou saia e blusa em nome do conservadorismo, mas as usa de
tal modo que as formas de seu corpo sejam acentuadas (roupas apertadas,
coladas, transparentes), explorando a sensualidade. O cuidado deve ser em
vestir se decentemente. Elegante, mas não vulgar. Feminina, mas não sensual.
O uso de calças pelas mulheres,
não significa estar usando roupas de homens. Existem calças femininas e calças
masculinas. E, não raramente, as mulheres ficam mais confortáveis e corre menor
risco de estarem em uma postura indecorosa.
O que continua sendo
abominável a Deus é uma mulher querer se caracterizar como homem, e vice-versa,
pela prática homossexual.
A lei que rege a igreja
é a palavra de Deus. Em Rm 14 Paulo orienta a que como cristãos não julguemos
uns aos outros. Ali ele ensina a tolerância. Uns não fazem isto ou aquilo;
outros já fazem. Mas cada um faça com inteira certeza de fé. O que não deve
acontecer é em cada igreja existir dois tribunais, um do grupo daqueles tidos
como conservadores e outro daqueles considerados como rebeldes, para emitirem
suas condenações uns contra os outros.
É muito importante ter
a correta interpretação da palavra de Deus, senão pode ocorrer de se fazer o desnecessário, e deixar de praticar o
que é bom e agradável ao Senhor. Ocorrer de coar um mosquito e engolir um
camelo.

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