Um artigo com o título acima referido chamou a
atenção por revelar uma verdade nos dias atuais. Fala daqueles que trabalham,
aparentemente para o bem do homem, mas na verdade, apenas facilitam ao ser
humano continuar a viver no pecado. São chamados de “Engenheiros do Mal”.
O texto diz que além de várias especialidades de
engenharia, tais como: civil, elétrica, mecânica, agronomia, alimentação e de
produção, existe ainda outra especialidade: a engenharia do mal. Deve-se a
Paulo esta última designação. Ao descrever a depravação da sociedade, o
apóstolo coloca entre os arrogantes, os bisbilhoteiros, os desnaturados, os
gananciosos, os homicidas, os indecentes, os insolentes e outros, mais uma
classe de pessoas ímpias: os “inventores dos males” (Rm 1.30). Em outras versões,
encontramos expressões sinônimas: os “criativos para o mal”, os “engenhosos no
mal”, os “tramadores de maldades”.
Esses engenheiros do mal de fato existem e fazem
coisas do arco-da-velha. Para que a AIDS e outras doenças sexualmente
transmissíveis não barrassem a promiscuidade sexual, eles abriram indústrias de
camisinhas, de diferentes tamanhos, cores e perfumes.
Já
foi lançada e colocada no mercado uma pílula capaz de
diminuir o risco de contaminação pelo HIV, mesmo quando a pessoa tiver relação
sexual sem camisinha.
Para tornar a relação sexual mais excitante, os engenheiros
do mal criaram as indústrias pornográficas e os sex-shops. Para torná-la mais
escondida e mais segura, construíram motéis nas saídas de qualquer cidade. Para
seduzir as mulheres, a indústria de perfumaria anuncia um desodorante masculino
capaz de mexer com as glândulas do sexo oposto.
Para proteger a saúde do fumante, inventaram a piteira, os filtros e,
agora, o cigarro eletrônico, que já está à venda em vários países. Para inocentar
diante da lei e da sociedade os abusadores de crianças, pelo menos um país (a
Holanda) já conseguiu baixar o consentimento sexual para 12 anos.
A especialidade dos engenheiros do mal não é afastar
o homem da prática pecaminosa nem corrigir a conduta de quem quer que
seja. Eles se esforçam para possibilitar
a permanência do pecador no pecado, resguardando-o de algum dano físico e
ampliando cada vez mais o seu potencial e o seu prazer no pecado. Os “inventores
dos males” fazem o trabalho diametralmente aposto ao do Espírito e dos
pregadores do evangelho.
Antes de Paulo, Jesus já havia denunciado os
engenheiros do mal de seu tempo: “Vocês arranjam sempre um jeito de pôr de lado
o mandamento de Deus, para seguir os seus próprios ensinamentos” (Mc 7.9).
Fonte: Revista
Ultimato, nr. 317, março-abril, 2009, pg. 17.

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