Em muitas conversas com jovens cristãos, tem sido freqüente
a reclamação de que eles querem mais... da igreja. Reclamam por falta de
programas específicos para os jovens que os estimulem; reclamam da “mesmice”
dos cultos; reclamam de que na igreja, principalmente nas fases de falta de
avivamento, recebem sempre, a culpa por isso (ouvem dizer que são rebeldes,
desobedientes, etc.).
Muitos destes jovens argumentam que eles não têm o que fazer
na igreja; não tem para onde ir passear para conversar, “lanchar” com a turma,
porque não raramente, tudo parece ser proibido. Seus amigos (não cristãos),
dizem, vão ao shopping, a pracinha da cidade, ao lanchinho na esquina, a
festinha na cidade, a casa dos amigos.
É necessário amadurecer a idéia nas igrejas do quão
importante é uma atenção especial a ser dada aos jovens. A criação de trabalhos
específicos que os envolvam, o investimento em grupos musicais, instrumentais;
investir recursos: financeiros e humanos, mas, principalmente espirituais.
Desenvolver o espírito social, promover a saída em grupos de
jovens para ambientes saudáveis onde compartilhem suas idéias, conversem
livremente, usufruam de comunhão mútua. Isto não pode ficar restrito às paredes
da igreja onde congregam.
A convivência estreita os relacionamentos e fortalece as
amizades. A Palavra de Deus registra que é muito bom e agradável que se viva em
união (Sl 133.1) – isto não é só na igreja!
No livro de Eclesiastes, o autor aconselha o jovem
aproveitar a sua mocidade e ser feliz enquanto é novo, moço. Aconselha que o
jovem faça de tudo, porém, não se esquecendo que Deus tomará conta do que for
feito (Ec 11.9). Completa seu conselho dizendo para se lembrar de seu criador
enquanto é jovem (Ec 12).
Mas não é só isso que querem. Querem também ser cheios do Espírito Santo, participar de cultos "animados", isto é, cultos de comunhão com Deus, onde sintam renovação espiritual.
Mas não é só isso que querem. Querem também ser cheios do Espírito Santo, participar de cultos "animados", isto é, cultos de comunhão com Deus, onde sintam renovação espiritual.
Se quisermos uma igreja forte, precisamos trabalhar para termos
uma juventude forte - já que é parte importante dela, sadia, bem orientada. Que sabe que é livre. Que sabe que
se pode fazer de tudo, mas nem tudo é bom (I Co 6.12).
Se viver uma vida apática, monótona é ruim, imagine esta
mesma situação em uma igreja, principalmente para jovens cristãos; ainda mais
considerando que os jovens, por suas características físicas e emocionais têm “energia
de sobra”.
Não se pode esquecer, no entanto, que o principal elemento para
a vida da igreja é a pregação da Palavra de Deus, no poder do Espírito Santo.
De forma sábia. Como maçãs de ouro em salvas de prata é a palavra dita há seu
tempo (Pv 25.11), n’outra tradução diz: a palavra certa na hora certa (NTLH)!

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