A palavra ou termo “ficar”,
pela força da mudança comportamental e da linguagem assumiu um novo significado
entre os brasileiros, jovens principalmente. Significa namorar sem compromisso,
durante um curto espaço de tempo (Brasileirismo popular – Dicionário Aurélio
XXI). Veja bem: namorar sem compromisso.
A palavra, em seu novo
sentido, apareceu como a circunstância em que alguém tem uma relação mais
próxima com outra antes de um namoro realmente dito. Agora, pode se dizer que,
no relacionamento entre duas pessoas, existe o “ficar”, namoro, noivado e
casamento!
No conceito de hoje é
visto como um ensaio para o namoro; como experimentar o gosto de alguma coisa. Se
gostar, namora. Se não gostar, deixa p’ra lá. O que se tem observado, na
verdade, é a perda de valores cada vez mais freqüente na sociedade. Uma grande
mudança comportamental, que envolve crenças, valores morais, etc.
Alguns jovens já
relataram, que em uma só noite, “ficaram” com duas, três, quatro, e até mais
garotas. A mesma situação foi mencionada também por moças em relação a rapazes.
A experiência relatada é a de proximidade física (beijos, abraços, ‘amassos’, etc.);
é, principalmente, uma experiência sensorial, que não raramente envolve o sexo.
Uma vez que existe a idéia de ‘algo’ passageiro, temporário, as relações se
tornam mais abertas, digamos, mais “atrevidas” – mudança de comportamento.
Não é característico,
do “ficar”, ter um momento, uma noite, de conversa, bate-papo com alguém. A idéia,
na prática, na realidade, é outra.
O cristão deve enxergar
este tipo de comportamento como totalmente inadequado a vida espiritual. A palavra
de Deus adverte quanto à conservação do corpo como templo do Espírito Santo (I
Co 3.16-17), guardando-o de forma irrepreensível para a vinda do Senhor (I Ts
5.23).
A vida cristã deve ser
caracterizada por atitudes que estejam em concordância com a palavra de Deus. Ora,
se o “ficar”, hoje, representa um novo comportamento que compromete a moral, e
ensina uma vida promíscua (como ter uma situação de maior ‘proximidade física’
sem que os sentidos sejam ‘disparados’?), o crente – aquele que serve a Deus -
deve fugir dessa prática (I Co 6.18).
Como cristão, ao
interessar-se por uma pessoa, com intenções de um compromisso afetivo, deve
fazê-lo de forma madura, consciente de seus deveres como servo de Deus. Primeiro
ele faz amizade com a pessoa; procura conhecê-la; aproxima-se dos amigos dela;
procura conversar com ela; conhecer sua família, e, à medida que as afinidades
vão aflorando, vai crescendo o conhecimento de um para com o outro, começa o
namoro.
Na visão do cristão
namoro é coisa séria; noivado é coisa séria. Tudo porque acredita estar se
preparando para algo mais sublime, que deve ser venerado por todos; o casamento
(Hb 13.4). Neste conceito, não existe lugar para “ficar”. Está fora de
cogitação. Está fora da vontade de Deus. Não é para jovens que tem compromisso
com Deus!

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